terça-feira, 1 de dezembro de 2009

dois mil e nove!

  Mas um ano acabando e eu ainda não consigo distinguir com facilidade ‘mas’ de ‘mais’. 2009 foi (tem sido, ainda não acabou) um ano que me rendeu muitos cabelos brancos. Passei a me preocupar um pouco mais com as questões financeiras de casa, continuo tendo que desenvolver o meu ‘dom’ de me esquivar de brigas. Afinal, sempre sou o ouvido amigo de ambas as partes o que acaba fazendo com que eu escute coisas não muito agradáveis, que não posso repetir para o outro lado para não aumentar a discórdia. Não gostaria nunca de ouvir que tal situação explodiu de certa maneira porque eu plantei a sementinha. Prefiro ficar quieta, quase que inexistente. Apenas escutar.
  Bom, aprendi também que existem vários caminhos de chegar onde deseja. Estes caminhos estão ai para serem explorados. Onde eu quero chegar eu ainda não sei, mas algumas coisas começam a ficar mais claras na minha cabeça. As idéias começam a se encaixar. Quero poder trabalhar com liberdade, ser dona de 65% (ou mais) do meu tempo. Quero cozinhar, quero fotografar, quero decorar, quero empreender o meu próprio negocio. Vou colocar uma fotinho dele neste blogg, ou em algum próximo, pois não sei quanto tempo isso irá demorar a se realizar.
  Uma coisa que estou lutando para aprender, acredito que esteja desenvolvendo um pouco mais este ano, mas ainda não chegou onde pretendo, é a intensidade de meus relacionamentos. Não sei se de fato é assim, mas eu tenho a impressão que sou uma daquelas pessoas “descartáveis”, estou junto, sou agradável quando estou junto, mas se não estou ninguém sente falta. Não sei se ficou claro o que estou querendo expor. Acho que devido ao fato de eu gostar de me preservar, ou até mesmo o medo de  falar besteira, por eu ser quieta demais acabo não sendo a companhia favorita das pessoas (nem dos animais), eu até gostaria de ser, mas se não for também não faço questão. Pode ter certeza que sincera eu serei.
  Em casa, humanamente falando, foi tudo bem durante este ano. Ontem eu estava pensando, o diálogo não é tão usado em casa em questão de coisas do dia-a-dia pessoal de cada um, é como se quatro, ou cinco pessoas completamente distintas morassem juntas e se dessem bem, o que é completamente surreal se tratando de tanto tempo. Deve ser por isso que se chama família. E que assim seja conservada por muitos e muitos anos, quiçá, séculos.
 Em uma era onde os conceitos estão pré-definidos e “unânimes” não é difícil que eles mudem, mas continuem “unânimes”.
  Quanto a minha cidade, literalmente, surgiram muitos buracos.
  Quanto ao meu país, boatos bons correm por ai, digo boatos porque se tratando de política até acho interessante, mas a preguiça de buscar a certeza fala mais alto. É até vergonhoso assumir isso, como estou me assumindo, devo assumir isto também.
  Mas agradeço, nasci na década de 80.

2 comentários:

  1. Não vou dizer nada pra você, por que senti muitas críticas em relação a mim em seu texto. A única coisa que te falo é que você tem que ser mais corajosa e ter mais ação prática do que apenas discursiva, você reclama das coisas mas abaixa as orelhas e fala pelos cantos, tem medo de enfrenta-las e sinceramente isso é ruim baby.
    Tem que saber lutar pelo que se quer e pelo o que acha justo.

    ResponderExcluir
  2. bah.aonde que eu estou criticando você tchutchuco?

    ResponderExcluir